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Punk Hardcore - o som undergroud da Califórnia O cenário da musica punk atual é hardcore. O som que é feito pelas bandas mantém o velho espírito dos anos 70 vivo. O trabalho continua sendo duro, todos os punk rockers sabem que a receita para uma banda ser aceita pelos fãs está na autenticidade do seu som, na sua atitude, e é claro na energia dos shows. -------------------------------------------------------------------------------- O estado da Califórnia nos Estados Unidos é notoriamente conhecido como o berço de muitas bandas punks, e o local tem um estilo próprio de fazer hardcore, que apesar da sua agressividade natural, muitas vezes faz das melodias trabalhadas a sua marca registrada. A escola Californiana é tão forte que em toda a parte do mundo é possível encontrar bandas que definem o seu som como hardcore Californiano. Também é importante dizer que lá o Punk Rock está fortemente ligado ao Skate. O número de praticantes do esporte que se identifica com a sonoridade do estilo é tão grande que o som também é chamado por muitos de Skate Rock. O Mundo dos Negócios Punks Quem movimenta o mercado fonográfico punk não são as grandes gravadoras, nem empresários renomados. Esse trabalho sujo é feito pelos próprios artistas, que organizam seus "Recording Labels" e fazem existir um verdadeiro circuito alternativo. A gravadora Epitaph Records é propriedade de Bratt Gurevitz, ex-integrante da banda Bad Religion. Ao se desligar de seu grupo ele resolveu investir nos negócios, produzindo outras bandas, e hoje já são mais de oitenta. Seu endereço é no coração de Los Angeles, na histórica avenida Sunset Bulevard. A Fat Wreck Chords, que foi fundada por Fat Mike, o impagável e legendário líder da banda Nofx, fica em San Francisco. Tratando dos negócios juntamente com sua mulher, Fat tem o seu próprio time de artistas, com os quais mantém um estreito relacionamento. Vale lembrar que San Francisco é a cidade do polêmico Jello Biafra, o vocalista da controvertida banda Dead Kennedys, um dos pioneiros do hardcore nos anos 80. È la que fica a famosa região de East Bay Punk Area. Jello foi um dos pioneiros em trabalhar para a cena promovendo shows, e ele mesmo tem a sua própria gravadora chamada Alternative Tentacles. Outro exemplo do trabalho solidário dos punks atuais é o selo Hell Cat, criado por dois integrantes da banda Rancid, Tim e Lars. O selo está hospedado junto a Epitaph. Inspirados por suas próprias origens, abrem espaço para algumas bandas que tocam Ska, estilo que está relacionado à musica punk. A Kungfu Records é a casa da banda The Vandals. Ela tem filiais na Europa e no Japão, e também trabalha com diversos filmes e vídeos de artistas punks. È muito comum encontrar à venda nas lojas especializadas da CA, coletâneas realizadas por essas gravadoras custando apenas cinco ou seis dólares. Esse é o preço equivalente ao de uma carteira de cigarros, e prova que o principal interesse dos punks não é se encher de dinheiro, mas se divertir com o som que fazem. Punks Famosos??? Nos anos 90 três bandas de punk rock atingiram uma posição de destaque no cenário da música pop. Seus discos atingiram grandes números de cópias vendidas, e elas passaram a fazer parte do gosto musical de pessoas que não ouvem punk rock ou desconhecem o estilo. Fecharam contratos com grandes gravadoras, seus vídeos fizeram sucesso na MTV, atingiram as capas das revistas famosas. Essas bandas são: Green Day, Offspring e Blink 182. O fato é que as três são provenientes da cena punk alternativa, e antes de serem contratados por grandes gravadoras de musica pop elas faziam parte do time de bandas das pequenas empresas fonográficas da Califórnia. Assim, o Offspring lançou o seu cd "Smash", que lhe abriu as portas do showbusiness pela Epitaph. Já o Green Day era da Lookout Records. E o Blink 182 em seu começo de carreira tocava na Kung Fu. A reação natural dos fãs que prezam pela condição alternativa do estilo foi renegar a trajetória de sucesso dessas bandas. As acusações mais comuns são as de que trabalhando com grandes industrias fonográficas se troca o espírito punk por dinheiro, sendo os artistas tachados de mercenários. Se especula que os grandes empresários interferem negativamente no som das bandas, mas a verdade é que por bem ou por mal elas ajudaram a difundir o punk rock ao grande público e abriram as portas das rádios FM para o estilo. Mesmo assim é bom lembrar que existem exemplos do oposto. A banda Pennywise já recusou vários convites de grandes gravadoras. Prefere manter-se fora do showbusiness. Também costuma cancelar shows em tours ou festivais quando julga que o preço cobrado pelo ingresso é caro demais para os seus fãs. Um aspecto importante a ser considerado ao se debater a fama do som punk é a existência do movimento Grunge no início da década passada. Foi a moda que tomou conta do mundo e o epicentro de tudo isso foi o estado de Seattle. Na mesma época, no estado da Califórnia, a realidade da cena punk continuava sendo a mesma, dentro de sua normalidade. E mais do que isso, enquanto todos os olhares estavam voltados para a cena Grunge, muitas bandas de hardcore novas surgiram com força e conquistaram um público fiel com a seqüência de seu trabalho nos anos seguintes. O Show O maior festival de musica punk do mundo se chama Vans Warped Tour. Ela atravessa toda a América do Norte, chega em alguns lugares da Europa, e em alguns outros países também, mas nunca veio ao Brasil. Vans, o principal patrocinador, é uma marca de ligada ao Skate. Em 2002 foram mais de cem bandas escaladas para participar. Cada etapa do festival acontece simultaneamente em sete palcos diferentes, com atrações para agradar aos gostos até dos punks mais ecléticos. Pennywise Bad Religion The Vandals Down By Law Rancid Nofx Hi Standart No Fun At All Face To Face Bracket No Use For A Name Strung Out Vodoo Glow Skulls Union 13 - Postado por: Bam Margera às 19h22 [ ] [ envie esta mensagem ] Massacration ![]() Confira um pouco da história da maior banda de metal do mundo: Banda formada em 1985 pelo cantor lírico "castratti" Detonator (vocal) e pelo "virtuosi" Blond Hammet (guitar), com a inteção de trazer novamente a vida ao mais puro heavy metal clássico, como Manowar, Judas Priest e Iron Maiden. Blond Hammet chamou seus amigos Jimmy Hammer (drums) e Headmaster (guitar), que tocavam na banda M.M.U.S! (metal makes us strong!- "o metal nos faz ficar fortões!"), que tinha "acabado de acabar" e encontraram Metal Avenger (bass) por intermédio de um anúncio de revista de metal. Com a banda formada, começaram então a compor material próprio e tirar algumas músicas covers e depois de 17 anos gravaram sua primeira demo entitulada Metal Massacre Attack, com apenas 1 música que detém o mesmo nome. O Clipe Metal Massacre Attack foi um tremendo sucesso, chamando a atenção do pessoal da emissora, que logo ofereceu espaço para a veiculação do clipe em horário nobre. A pedido imediato dos fãs, o Massacration foi convidado para fazer o show de encerramento do VMB de 2002, incendiando a platéia que lá se encontrava. em 2003 foi lançada a segunda música do Massacration: Metal Bucetation, um tremendo sucesso! Na votação do site de renome no heavy metal chamado Whiplash, o Massacration ganhou o título de melhor música com Metal Bucetation, com Metal Massacre Attack em segundo lugar. vencendo nomes impoortantes do estilo como Sepultura, Angra e Shaman. 2004 foi o ano da consagração do Massacration perante o Universo: no início do ano foi lançada a terceira música da banda: Metal Milkshake. com clipe gravado em Neverland e no Egito. Foi fechada uma turnê com o Sepultura, banda que convidou o Massacration por serem fãs fervorosos desde o início, além do convite para se tornar headliner do grande evento Brasil Metal Union, maior evento dedicado ao Heavy Metal nacional. Um retrospecto grandioso como a banda assim é e sempre será: a banda de Heavy Metal Massacration! ![]() - Postado por: Bam Margera às 02h23 [ ] [ envie esta mensagem ] O Playmobil !!! ![]() - Postado por: Bam Margera às 12h15 [ ] [ envie esta mensagem ] CKY JACKASS, BANDA DE ROCK, SKATE, ISSO É CKY !!! ![]() - Postado por: Jackass às 00h45 [ ] [ envie esta mensagem ] Slayer No ano 1981, em Los Angeles (EUA), surgiu a melhor banda de Trash Metal do Universo, os Slayer. Formados por Tom Araya (vocalista; baixista), Kerry King (guitarrista e fundador da banda), Jeff Hanneman (guitarrista), e Dave Lombardo (baterista), este quarteto começou a sua carreira tocando, em clubes, temas de bandas como Judas Priest e Iron Maiden. Foi num desses clubes que a carreira destes quatro rapazes (na altura!)começou, quando Brian Slagel (pertencente à editora "Metal Blade Records"), os convidou para gravarem uma música para a compilação "Metal Massacre III". A banda concordou, e gravou "Agressive Perfector", que saiu na dita compilação. Em 1983, os Slayer entram em estúdio para gravar aquele que seria o seu primeiro álbum. Intitulado "Show No Mercy", e com a produção a cargo de Brian Slagel, o disco saiu em Dezembro. Comercializado pela editora "Metal Blade Records", este excelente disco chamou desde logo a atenção devido à sua música (um Trash Metal muito competente), e acima de tudo, pelo seu conteúdo lírico, que era na sua essência Satânico (na altura o Satanismo não estava tão divulgado como está hoje, logo é natural que esse seja um factor para o "sucesso" do disco). Já agora convém dizer que os Slayer não são Satânicos. Deste primeiro álbum resultaram alguns dos maiores clássicos da banda como: "Black Magic", Evil Has No Boundaires", e "The Antichrist". Apesar disso a imprensa criticou imenso o álbum, dizendo que ele era uma merda. Em 1984, a banda gravou um novo EP, chamado "Haunting the Chapel", que continha os clássicos "Chemical Warfare" e "Captor Of Sin". Em 1985, sai o segundo álbum da banda, "Hell Awaits". Este LP é muito mais complexo que o seu antecessor, e só provou a extrema qualidade dos músicos da banda. O álbum vendeu mais de 100.000 cópias. Dele saíram clássicos como "Hell Awaits", "Kill Again", e "Necrophilac". Em 1986, sai aquele que é para mim, o melhor álbum dos Slayer, e que ficou considerado como o melhor álbum de trash metal feito até hoje (e duvido muito que alguma banda o consiga ultrapassar). Intitulado "Reign In Blood", este álbum de 29 minutos arrasa por completo com qualquer fã de speed/trash metal. O som é simplesmente brutal, é tocado à velocidade da luz (quase! hehe), e a produção está excelente (produção essa, a cargo do Sr. Rick Rubin, que é ainda hoje considerado o quinto membro da banda). Este disco trouxe também alguns problemas à banda, tudo por causa da música de abertura "Angel of Death", que retracta (diga-se, na perfeição!) os trágicos acontecimentos vividos pelos Judeus no campo de concentração de Aushwitz. E logo baptizaram os Slayer de Nazis, quando na realidade não são. Apenas o guitarrista Jeff Hanneman tem um fascínio por Guerra, daí a letra. O álbum que sucedeu a "Reign In Blood" chamou-se "South of Heaven". "South of Heaven" era aguardado com muita ansiedade pelos fãs. Mas essa ansiedade tornou-se desilusão, quando estes, viram que o novo álbum perdera a rapidez do seu antecessor, e pensaram que a banda tinha feito isso para se tornar mais comercial. Contudo, o álbum foi um sucesso, chegando ao disco de Ouro (como o seu antecessor já tinha chegado). Na minha opinião pessoal acho o "South of Heaven", um excelente álbum, com um som potente e com as vocais muito bem trabalhadas por Tom. Mas que o álbum perdeu a rapidez de "Reign In Blood", isso é um facto(!). Passados dois anos os Slayer voltam à carga. Desta vez com "Seasons in the Abyss", outro excelente álbum, que misturou características dos álbuns anteriores, com algumas novas, e o resultado foi espectacular. "Seasons in the Abyss" foi o álbum que mais sucesso e prestigio trouxe à banda. Chegou à platina, ultrapassando o milhão de cópias vendidas (fantástico para uma banda de trash metal). Um ano depois, em 1991, a banda comemorou os seus dez anos de carreira lançando um duplo álbum ao vivo, intitulado "Decade of Agression" (um nome indicado! hehe), que resultou num dos melhores álbuns ao vivo de sempre. Em 1992 aconteceu o inevitável, Dave Lombardo é expulso da banda (já tinham havido diversos conflitos entre Dave e os Slayer). Para o seu lugar entrou o ex-Forbidden, Paul Bostaph. Foram precisos quatro anos para sair o sucessor de "Seasons". Intitulado "Divine Intervention", o álbum saiu em 1994 e foi apelidado de "o Reign In Blood dos anos 90", devido à sua agressividade (bem demonstrada no tema "Dittohead"). Foi também em 94 que os Slayer vieram actuar pela primeira vez a Potugal, no Dramático de Cascais, e pelo que ouvi dizer (porque não estive presente), a banda deu um show. Um ano depois, em 1995, a banda lança um vídeo, "Live Intrusion", demonstrando a extrema e contagiante energia que eles produzem em palco. Em 1996, os "Reis do Trash" gravaram um álbum, que continha versões de bandas Punk. Versões essas de grupos como Verbal Abuse, T.S.O.L., etc.. O resultado foi um disco muito rápido, que se intitulou de "Undisputed Attitude". Dois anos depois, em 98, os Slayer voltam ao activo, desta vez com "Diabolus in Musica". Um LP fantástico, e extremamente pesado. Os primeiros dois minutos valem o álbum inteiro(!). Foi também em 98, no dia sete de Novembro, que a banda pisou pela segunda vez o território nacional, desta vez acompanhados pelos Sepultura, a banda demonstrou no Pavilhão Dramático de Cascais, o espectáculo que é assistir a um concerto deles. A EXISTÊNCIA DOS SLAYER SÓ PROVA QUE O TRASH METAL ESTÁ VIVO, E RECOMENDA-SE. SLAYER FUCKIN´ RULES ... FOREVER ![]() ![]() ![]() - Postado por: Jackass às 01h57 [ ] [ envie esta mensagem ] Guitarrista Johnny Ramone morre de câncer Johnny Ramone tinha 55 anos Johnny Ramone, o guitarrista da banda punk The Ramones, morreu aos 55 anos, depois de uma longa luta contra o câncer. Ele morreu na quarta-feira, em sua casa em Los Angeles, cercado por sua família e seus amigos, disse seu assessor de imprensa. Ramone, cujo nome verdadeiro era John Cummings, vinha lutando contra o câncer de próstata há cinco anos. Ele será cremado em uma cerimônia fúnebre privada na quinta-feira e um tributo público também está sendo preparado. Sobrevivente Johnny Ramone é o terceiro integrante da banda original a morrer nos últimos anos. Tommy Ramone é o último sobrevivente do grupo inicial. O cantor Joey Ramone, cujo nome verdadeiro era Jeff Hyman, morreu em 2001 de câncer linfático. O baixista Dee Dee Ramone, cujo nome verdadeiro era Douglas Colvin, morreu de overdose no ano seguinte. A notícia da doença de Johnny surgiu em junho, quando ele foi internado no hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles, por causa de uma infecção relacionada com o câncer. Havia otimismo de que ele se recuperaria depois que o músico começou um tratamento experimental para o câncer. Mas ele morreu na quarta-feira, enquanto dormia. Entre os que estavam ao lado dele, a mulher Linda Cummings e os amigos Eddie e Jill Vedder, Rob e Sherrie Zombie. Também estavam Lisa Marie Presley, a atriz Talia Shire, o diretor Vincent Gallo e o músico Pete Yorn. ![]() - Postado por: Jackass às 01h30 [ ] [ envie esta mensagem ] Meu Primeiro All -star Não foi preciso ir ao Shopping pra comprar Foi só pegar alguns trocados E ir correndo pro bazar Tinha de todas as cores Mas o Joey usa preto e desta cor Eu resolvi comprar A primeira vez a gente nunca esquece Eu nunca mais vou esquecer Não há nada a se comparar Com o dia em que eu comprei meu primeiro All-star - Postado por: Jackass às 00h13 [ ] [ envie esta mensagem ] Dead Fish PRA NÃO DIZER QUE SÓ FALEI DE FLORES Com Dead Fish, Zémaria e Lona! Records , Espírito Santo revela-se laboratório dos contrastes vividos pela indústria independente de música. por Julio Ibelli (julio@rabisco.com.br) Orgulho é o que não deve faltar aos capixabas, já que foi no Espírito Santo onde nasceu o Rei, Roberto Carlos . Menos gloriosa que a Jovem Guarda é a situação em que se encontra o esquema de música independente do Estado: entre a cruz e a espada, reflexo do que acontece no resto do país. Se de um lado existe o ainda prematuro movimento das grandes gravadoras em contratar artistas do meio independente, do outro, na cena indie, pode estar a única chance de continuar com total e irrestrito controle sobre o rumo criativo da carreira. Discussão avançada essa, para um Estado que não está entre os principais pólos de produção e manutenção da nova música pop que vem sendo feita no Brasil. "Nada se sustenta no meu Estado se você não está com os poucos que comandam o pouco. Em São Paulo e no Rio as coisas são maiores e dá pra dividir melhor o bolo", é o que declara Rodrigo, vocalista da banda capixaba Dead Fish, unanimidade quando o assunto é hardcore nacional. Depois de 13 anos em que fizeram história no underground, a banda assinou com a Deck Disc (da qual também fazem parte Pitty e mais recentemente os paulistanos do Gram ) para lançar o cd Zero e Um este ano. Divulgado à exaustão, como manda o figurino de um contrato com gravadora; fora da realidade para qualquer banda independente. Rodrigo diz que nunca esteve nos planos da banda assinar com um grande selo. Mas admite que o segundo convite da Deck (eles não atenderam ao primeiro chamado), foi o que acabou por livrar o Dead Fish da insustentável situação da cena independente, no que diz respeito à estrutura e organização, e que cedo ou tarde acabaria por decretar o fim do grupo. Mas ele não reclama dos momentos precários em que viveu: "Era o que nos fazia feliz". Zero e Um foi produzido por Rafael Ramos , o produtor mais badalado do pop-rock brasileiro na atualidade. Rafael é ex-integrante do Baba Cósmica e ex-vj da MTV (lembram-se do Quiz com Adriane Galisteu ?). Sirva-se , primeiro trabalho do Dead Fish, foi lançado pelo selo capixaba Lona! Records e Rodrigo parece fazer pouco caso quando perguntado sobre a gravadora. As responsabilidades contratuais com a banda terminaram depois do CD ter sido colocado na praça, segundo explica Cid Travaglia, da Lona!. São pequenos selos como esse que mantém vivo o mundinho independente, imperfeito como toda boa filosofia deve ser, com suas portas abertas para aqueles que ainda não se deixaram corromper pelo lado negro do mainstream. No mais, operam com o número estritamente necessário de funcionários. A Lona! é um bom exemplo disso: trabalham nela hoje o já citado Cid e seu sócio, Frederico. "Nós da Lona! estamos sofrendo as quedas da indústria fonográfica há mais de dois anos, mas continuamos na briga e fazendo outros tipos de serviço, como prensagem [de cds] e venda de shows para sobrevivermos", lamenta Cid, apesar de voltar a enfatizar: "Continue antenado na música capixaba, com muitas notícias boas vindo por aí". A boa notícia seria o intercâmbio que Cid diz conseguir realizar a partir da Lona! com outros Estados, profissionalizando artistas que ele encontra em estado bruto, seja de reggae (ritmo que acaba por definir a identidade musical do Espírito Santo), música eletrônica ou da expressiva cena roqueira à qual Rodrigo do Dead Fish também chega a se referir. Apesar da visibilidade que conquistou em território nacional (e inclusive no estrangeiro), o Zemaria é um grupo de música eletrônica que ainda não abriu mão dos serviços prestados pela Lona! Records. "Nós ficamos felizes em saber que conseguimos vencer essa barreira geográfica", comenta Marcel, integrante do Zémaria , que emenda: "Para além do mercado e sua cegueira, estão muitos projetos bacanas que proliferam acima e abaixo do Rio". Tanto os integrantes do Zemaria quanto os do Dead Fish vivem hoje em São Paulo. Prova mesmo de que vencer, na linguagem musical contemporânea capixaba, é questão de cruzar fronteiras, literalmente. Outro fator que contribuiu para atestar certa falta de organização musical no Espírito Santo, foi o cancelamento do Festival Dia D em 2003. Desligado da organização do evento há dois anos, Cid Travaglia explica que tanto as bandas quanto o público ficaram sem uma resposta cabível quando o festival foi cancelado bem no dia em que teria início. A situação recebeu inclusive uma cobertura considerável da mídia indie especializada. Um novo festival, dessa vez beneficente, quase com a mesma estrutura do Dia D, estava previsto para acontecer com 11 bandas de reggae no começo de julho. Ao saber sobre o ocorrido do Dia D, o jornalista Marcel Plasse (que em julho de 2001 escreveu sobre a cena capixaba para um série de reportagens especiais sobre a nova música pop brasileira, publicada na Revista da MTV) questiona: "Mais um festival que termina? Bem, se até o Close-Up Planet e o Hollywood Rock acabaram, não acha que é muita arrogância ‘indie' querer que um festival independente sobreviva?". Quanto à situação da Lona! Records, ele diz: "Só posso dizer que, do jeito que é o Brasil, tem mais é que agradecer - e não reclamar - que exista do jeito que existe - de qualquer jeito que exista. Tem muito esse discurso nas cenas alternativas, que é pura crítica, reclamação e chateação para cima de quem resolve arregaçar as mangas e fazer algo. Não é à toa que a cena acaba sempre implodindo". Caminho das pedras dasArtistas do Espírito Santo que vivem fora do esquemão das grandes gravadoras e que você não pode deixar de ouvir: Mukeka di Rato O já lendário grupo de rock nacional é lembrada por nove entre 10 pessoas perguntadas sobre as boas bandas capixabas. Desconhecer seu som nada católico é quase um pecado. Rodrigo do Dead Fish destaca mais algumas: Take Me, Anthemic, Os Pedrero, The Mephistos, Casaca e os lançamentos dos selos Laja e 3º Mundo. Manimal Do cast da Lona! Records , a banda conseguiu notoriedade ao mesclar ritmos regionais ao pop-rock, criando um som conceitual. Tanta notoriedade que é comentada inclusive no exterior. J3 Jair é carioca mas encontrou também na Lona! a oportunidade de lançar seu rap socialmente engajado. Evolução natural de Gabriel O Pensador. Lembrado por Marcel do Zémaria . Nave Power-pop super produzido que já estabeleceu com público e crítica capixaba uma relação semelhante à que os Acústicos e Valvulados mantinham ainda em início de carreira no RS, de forte identidade com o gueto musical de onde surgiram. Pé do Lixo Também da Lona! e citado por Marcel, que ainda indica Terrorturbo, Tamy, Solana, Undertow, DJ Victor Kill, Sybel e Guga e Flávio Zogaib. ![]() - Postado por: Jackass às 02h12 [ ] [ envie esta mensagem ] jackass No início de novembro de 2001, estreou no Brasil um programa que está com os dias contados na televisão americana. Jackass (na tradução, estúpido, burro, idiota) foi lançado há pouco mais de um ano pela MTV americana e figura por lá como uma das 10 maiores audiências da TV paga. Idealizado pelo protagonista Johnny Knoxville e co-produzido pelo queridinho dos alternativos Spike Jonze (diretor de "Quero ser John Malkovich" e de clips cultuados como "Buddy Holly" do Weezer e "Sabotage" dos Beastie Boys), Jackass é um picadeiro de demonstrações grosseiras com o mais puro teor politicamente incorreto. Johnny Knoxville, Bam Margera e mais uma meia-dúzia de jackasses queimam a mufa e usam toda a criatividade para bolar situações estúpidas que se superam a cada programa, do tipo: correr do telhado de uma casa para pular dentro de uma piscina Tone cheia de bosta de elefante; testar na própria pele os equipamentos usados pela polícia para dar choques; descer uma ribanceira vestido com aquelas roupas de personagem de parque de diversões a bordo de bicicletas para duas pessoas; ou pedalar em alta velocidade e usar uma rampa para dar de cara com arbustos espinhosos; vestir uma roupa de amianto e tocar fogo no próprio corpo para testar a eficácia do equipamento; ou, que tal (?), fazer um piercing de argola para juntar as metades das nádegas – texto abaixo são listadas outras pérolas do programa. Jackass é a versão em video digital de uma linha de entretenimento que antes só era possível ou imaginada em desenhos animados como Beavis and Butthead, Garoto Enxaqueca, South Park ou nos não menos sádicos Pica-pau e Pernalonga. O humor escatológico, para não usar o desgatado ‘trash’, aparece agora com a estética de video caseiro, sem qualquer iluminação especial, claquete ou tripé. E foi nesse exato ponto que a massa de infâmias desandou. Lembra quando a Xuxa levava contorcionistas bolivianos em seu programa e aconselhava enfaticamente para os baixinhos de casa não tentarem as aventuras ali mostradas? Pois é, o Xou da Xuxa acabou faz tempo, mas sempre vai existir um moleque disposto a fazer merda inspirado em programas de televisão. Foi o que aconteceu. A MTV americana bem que tentou usar o método Xuxa, mas os alertas em letras vermelhas no início e fim de cada episódio de Jackass não surtiram o efeito esperado. Uma versão já modificada do aviso dizia mais ou menos assim: "ADVERTÊNCIA: as atrações desse programa são desempenhadas por dublês profissionais ou sob a supervisão de profissionais. A MTV e os produtores de Jackass alertam para que ninguém tente recriar ou imitar os atores e as performances apresentadas. A MTV insiste para que os telespectadores não mandem videos. Nós não veremos e não julgaremos a qualidade de qualquer video enviado. Não perca o seu tempo." A avalanche de fitas recebidas pela MTV foi acompanhada por notícias em todo o país de casos de queimaduras de 2º grau e outros acidentes domésticos sofridos por moleques de 11 a 17 anos que se diziam inspirados pelas aventuras de Johnny Knoxville e amigos. O conteúdo do programa e seus desdobramentos igualmente estúpidos estimularam uma série de debates na sociedade americana que resultaram no fim de Jackass já anunciado oficialmente pela MTV. Mas tudo não acaba aí. O corajoso Johnny Knoxville é hoje uma celebridade nos EUA e em outros países em que Jackass é exibido, com direito a uma centena de sites fã-clube espalhados pela rede e repletos de fotos, biografias e entrevistas. E como em Hollywood ninguém é tão jackass assim, o galã foi chamado para fazer "Homens de Preto II", filme que já está sendo rodado com os mesmos Will Smith e Tommy Lee Jones. Resta saber que tipo de alien masoquista Johnny Knoxville vai interpretar. Para quem ficou curioso, Jackass está sendo exibido no Brasil pelo Multishow, sábados às 22h30, com o nome de "Cara-de-pau". O diretor de entretenimento da Globosat, Wilson Cunha, explica a diferença entre o Jackass americano e o "Cara-de-Pau" brasileiro: ''Vamos exibir o programa numa hora em que as crianças já devem ter ido dormir. Espero que todos percebam que é um programa humorístico e não jornalístico''. Quem não tem o canal, mas tem paciência ou uma boa conexão com a internet, episódios inteiros ou divididos em cenas de Jackass são facilmente encontrados nos programas de troca de arquivos como Morpheus , KaZaA e Imesh . ![]() - Postado por: Jackass às 03h43 [ ] [ envie esta mensagem ] Filme mergulha nas desilusões dos Ramones "End of the Century" mostra sonhos desfeitos e conflitos internos Stephen Holden Crítico do NYTimes Viver a vida na base do mais puro rock'n'roll pode levar alguém a beber profundamente da fonte da juventude. Mas as dificuldades e tentações que esse estilo de vida proporciona freqüentemente levam a mortes prematuras.
O vocalista excêntrico e desbocado, Joey Ramone, também conhecido como Jeffrey Hyman, e o baixista magrela e incrivelmente tatuado, Dee Dee Ramone, ou Douglas Colvin, morreram recentemente, com um ano de intervalo entre as duas mortes --Joey de câncer linfático aos 49 anos em 2001, e Dee Dee de uma overdose de heroína aos 50 em 2002. Entre essas mortes, a banda foi consagrada no Hall da Fama do Rock 'n' Roll. Na cerimônia da premiação, Dee Dee somente agradeceu a si mesmo e a ninguém mais. "End of the Century" revela, de maneira ainda mais contundente que um documentário recente sobre o Metallica, "Some Kind of Monster", como é difícil manter a harmonia entre os membros de uma banda com o passar dos anos, como a perda do entusiasmo juvenil e com a própria sedimentação das personalidades. O estilo punk desafiador, juvenil e freqüentemente engraçado, e a imagem uniformizada, como a turma rebelde da escola vestida com os indefectíveis casacos de couro, todos com o mesmo sobrenome Ramone, tudo isso camuflava os conflitos e sérios distúrbios de personalidade sofridos por seus integrantes. O filme faz retroceder a história dos Ramones até os idos de 1974, quando o grupo se formou no subúrbio nova-iorquino de Forest Hills, distrito de Queens. Os rapazes tinham então a paixão em comum pela banda Iggy and the Stooges e pelos New York Dolls. Naqueles dias, o estilo sem frescuras, metralhante e tocado em altos decibéis resistia à tendência dominante, que era a da virtuosidade instrumental, cheia de ornamentos melodiosos. Foi no histórico e sórdido bar CBGB, localizado no bairro do East Village, que a banda se lançou, após um começo tumultuado. Quando Danny Fields, empresário do rock que já havia trabalhado com The Doors, Iggy and the Stooges e o MC5, se ofereceu para empresariar os Ramones, eles aceitaram sob a condição de que ele bancasse um novo set de baterias. E a banda logo assinou com a gravadora Sire Records. Em toda sua carreira, os Ramones conviveram com o fato de serem mais admirados fora dos Estados Unidos do que em seu próprio país. Após eletrizarem a cena do punk rock inglês no verão de 1976, a banda voltou para os Estados Unidos ainda tendo que implorar para tocar nas rádios e para se apresentar em shows. Pareceu até que era uma cruel piada do destino quando o Sex Pistols, o Clash e outras bandas britânicas aproveitaram a publicidade e alardearam ter criado um estilo que, afinal de contas, também tinha sido uma criação pioneira dos Ramones. O filme, que estréia nessa sexta-feira (20/08) em Nova York, mergulha profundamente nos conflitos internos da banda. Havia o baterista, produtor e criatura extremamente prática, Tommy Ramone (também conhecido como Tom Erdelyi), e um guitarrista conservador, Johnny Ramone (anteriormente John Cummings), que estavam no pólo diametralmente oposto a Dee Dee, boêmio, esquerdista e adepto das drogas, enfim o integrante mais condizente com a imagem punk dos Ramones. Em 1980, ainda na esperança de alcançar um sucesso comercial, a banda gravou o álbum "End of the Century" em Los Angeles, com o lendário, caretão e bem-sucedido produtor Phil Spector. Durante sessões extenuantes, Spector chegava a apontar um revólver para manter a banda encarcerada em sua casa, enquanto trabalhava com uma meticulosidade obsessiva, que um músico compara à "tortura aquática chinesa". O fracasso do disco foi o golpe final contra as ambições do grupo de alcançar o superestrelato. Mais tarde uma rixa permanente foi criada quando a namorada de Joey o abandonou para ficar com Johnny --os dois continuaram a se apresentar, mas sem dirigir a palavra um ao outro. Depois que Dee Dee e o segundo baterista do grupo, Marky Ramone (ou Marc Bell), saíram da banda, os Ramones restantes ainda seguraram as pontas com substitutos por mais oito anos. As esperanças de que um novo movimento, o grunge, proporcionasse uma segunda onda ao grupo não chegaram a se materializar, embora os fãs tenham delirado com uma turnê sul-americana (pelo Brasil, Argentina e Chile). Mas a música dos Ramones permaneceu. Como o diretor e produtor Fields assinala, por trás daquele punk acelerado e despojado, os criadores de "Sheena Is a Punk Rocker", "Blitzkrieg Bop," "I Wanna Be Sedated" e de outras dúzias de petardos minimalistas eram compositores extraordinários. Afinal, a declaração hiperbólica de Legs McNeil, historiador do punk-rock, de que os Ramones "salvaram o rock'n'roll" pode, no final das contas, não ser tão exagerada assim. "End of the Century: The Story of the Ramones" Dirigido e produzido por Michael Gramaglia e Jim Fields; diretores de fotografia, David Bowles, Fields, John Gramaglia, Michael Gramaglia, Peter Hawkins, Robert Pascal e George Seminara; montagem de Fields e John Gramaglia; música dos Ramones; distribuído pela Magnolia Pictures. Duração: 108 minutos. Com: Joey Ramone (Jeffrey Hyman), Johnny Ramone (John Cummings), Dee Dee Ramone (Douglas Colvin), Tommy Ramone (Tom Erdelyi), Marky Ramone (Marc Bell), C.J. Ramone (Christopher John Ward), Ritchie Ramone (Ritchie Reinhart), Arturo Vega, Danny Fields, Legs McNeil, Joe Strummer, Mickey Leigh, Eddie Vedder e Rodney Bingenheimer. - Postado por: Jackass às 23h28 [ ] [ envie esta mensagem ] |